Igualdade de género... de sexo... já não sei

 Foi com grande júbilo que


recebi a notícia que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género,  COCIG, CCIG, COMICIG ou equivalente, tinha cumprido a sua função e tinha sensibilizado o Governo para sensibilizar a Porto Editora para retirar os livros que na perspectiva deles colocava as meninas ao nível das amebas.

Fiquei feliz, primeiro lugar porque se confirma que a dita comissão, com mais ou menos dificuldade, conseguiu resolver os problemas apresentados nos referidos livros de actividades que se destinavam a crianças entre os 4 e os seis anos de idade, portanto muito mais adiantadas intectualmente do que eles. Em segundo lugar porque foi reposta  a imparcialidade das coisas. Onde já se viu um livro com capa cor de rosa para as meninas e azul para os rapazotes? Completamente despropositado e discriminatório, ora vejam lá se pegando neste nefasto exemplo, as mamãs e futuras mamãs começassem a vestir e a fazer os enxovais para os pequenotes de cor de rosa para as meninas e azul para os rapazes? O ridículo que não era? Assim corta-se cerce esta hipotéticae absurda tendência.

Todavia, a acção da Comissão não se fica por aqui e prepara-se para alargar o seu protesto a outras edições e literatura.

Assim sendo, Gilbert Delahaye, autor dos livros da Anita já foi notificado que a colecção de 60 livros da sua personagem principal passa a ser 30 livros da Anita e 30 do Zé Carlos.

Os títulos da respectiva colecção também passam a ser unisexo.

Desta forma o 12.º livro da colecção Anita Dona de Casa passa a chamar-se Anita Marceneira, o 14º livro  Anita vai às compras, passa a designar-se Anita vai ao Mecânico ver a Cambota da Carro; o 24.º livro Anita na Cozinha passa a designar-se Anita no Café do Bairro com Camisa de Alças.

Estuda-se também a hipótese de dedicar alguns livros ao tema Anita Bisexual.

Quanto aos livros dos Cinco, da Enid Blyton em princípio, como são dois rapazes e duas raparigas, se bem que uma tenha tendencias um pouco esquisitas, fica tudo na mesma, excepto o cão Tim que em metade dos livros passará a ser cadela.

Eça de Queiróz também está lixado, quando descreve tão minuciosamente a Maria Eduarda que descia a escada com um vestido cor de rosa pálido vai ter que acrescentar “...mas podia ser, preto, ou azul, ou amarelo, ou a cor que ela quisesse, não interessa, não insisto. O que interessa é que o irmão a anda a comer”.

Outra implicação directa é nos livros das 50 Sombras de Grey quando este diz, “eu pago o jantar”, a coitadinha passa a ter de dizer “Não, desta vez pago eu!”. O mesmo se passa com as chibatadas, ele dá-lhe uma e ela retribui-lhe com um belo pontapé nos tomates.

Tudo em nome da igualdade de género!

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