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Sir Arthur Conan Doyle

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  Derivado ao briolo que se faz semtir lá fora que nos convida para uma noite repousante à lareira e à falta de um filme de pancadaria na televisão, dei por mim a pensar que livros remetem para uma noite passada à frente do fogo? Dois autores vieram-me de imediato à mente, Jules Verne e Sir Arthur Conan Doyle. Como o primeiro demora sempre um pouco até ocorrer uma tempestade que nos faça apreciar o calor que estamos a gozar, optei por Doyle e o seu inigualável Sherlock Holmes que em duas oadinas. Se não menos, nos coloca nas ruas húmidas e nevoentas de uma Londres vitoriana de caleches e tipoias que nos obrigam a viajar enrolados em mantas de viagem e a tomar grogues quentes. Como os pensamentos e conversas são como as cerejas, vermelhos e com caroço, veio-me à memória uma história absolutamente verídica que se passou com o autor numa das suas deslocações a este cantinho à beira mar plantado e da qual muito gosto. Em primeiro lugar porque nunca aconteceu e em segundo lugar porque n...

O Açordas

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  Por vezes gosto de pensar em mim Como um fiel depositário de recordações, Pedaços de vida que alguém deixou a congelar Na criogenia da minha memória. Hoje, sem saber porquê, recordei o Açordas Demorei algum tempo até conseguir recordar o seu nome verdadeiro. Alberto, chamava-se Alberto! Mas para nós era, desde sempre. o Açordas. Puto beirão, rijo e de cara sardenta o seu destino seria traçado logo de criança pequena. Sem posses para sustentar mais um filho, os pais, lá de uma pequena aldeia da Beira Interior, o entregam à criação de uns tios de Lisboa.  Nunca o vimos lamentar-se de nada. Um homem é como tem de ser! Puto rijo cerrava os dentes e metia sempre o pé à bola. Porque um homem tem de ser rijo e não pode virar as costas a nada. Um homem não chora. Resistia a tudo o Açordas. Resistia a tudo, menos à corrente de um rio da sua terra que um dia, tendo-o de visita,  o arrastou nas suas águas para um lugar onde as pessoas já não precisam de dar o corpo às bolas chutad...

Eleições Presidenciais 2015, uma análise ao perfil dos candidatos (quando ainda me dava ao trabalho)

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  Como toda a gente já deve ter reparado sempre me pautei por ser uma pessoa muito conscienciosa dos meus deveres cívicos, nomeadamente e muito particularmente no que concerne à vida política deste país pelo que já me encontro em plena análise das personalidades sobre quem o meu voto presidencial irá recair no próximo dia 14 e Janeiro Nesta profunda análise tento esquecer o partido que suporta a candidatura e o ruído supérfluo que se gera em volta de cada candidato para só me debruçar sobre o âmago da questão, o que realmente interessa.  Sem qualquer ordem específica, a não ser ter dado prioridade as senhoras como o deve fazer um cavalheiro, debrucei-me primeiro sobre a Maria de Belém. Ora bem, a Maria de Belém... não serve!  E não serve porquê, poderão perguntar. Não serve porque se chama Maria de Belém e ter uma Maria de Belém em Belém não soa bem! Causa confusão nas conversas de autocarro. -  É pá já viste aquela gaja que agora está em Belém?  - Quem?  -...

Azul mirtilho

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 É preciso ter cuidado com as mulheres! É preciso ter cuidado com as mulheres, pronto! À primeira vista parecem umas criaturas adoráveis e simpáticas mas desenganem-se, estes seres têm o condão de nos tornar a vida num inferno. Mestres na arte da manipulação, dominam a arte de memorizar as nossas palavras para mais tarde as utilizarem contra nós, naturalmente que, devidamente desenquadradas do contexto e deturpadas de intenções. Portanto, a nós, homens, mais vale estar calado e fazer o que nos dá na real gana sem lhes dar cavaco. Um pelo da barba no lavatório, é caso de indignação a nível nacional. Porque somos uns porcos, porque estão lá as escravas para limpar… enfim.  Sim, que os rolos de cabelo que deixam na escova e no ralo da banheira são devidamente omitido do relato.  E o homem, se tiver alguma experiência na matéria, também não toca neste assunto e deixa morrer a questão  que ao fim de uma semana ou duas ela acaba por deixar de falar naquilo. Já os incautos ...

O Homem todo omnipotente

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  Todos os dias umas nano formigas passeiam em cima da minha secretária a fazer pela vida. Ao telefone, detecto uma à minha esquerda ziguezagueando à procura do pequeno almoço Distraído faço rolar a caneta sobre o tampo da secretária atropelando-a. Passa a caneta, fica a formiga de antenas a tactear o ar e tentando mover as patas trazeiras lesionadas. Não tenho outro remédio que não armar-me em Deus omnipotente e proceder a uma rápida eutanásia com o dedo indicador. Mesmo sem querer o homem não passa de um filho da puta!

Sim, Sim, Sim,

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  Estive ontem a ouvir em segundo plano na Antena 1 enquanto esfregava o tabuleiro do forno um programa muito interessante que se chana Cinema. Como é na rádio, não sei se se chama Cinemax ou Cine Max, no entanto e como foneticamente é igual para o caso tanto faz. Segundo depreendi, o objectivo deste programa é afastar definitivamente os ouvintes das salas de cinema tal é a maçada de ouvir aquela conversa. Ontem o convidado foi o realizador Pedro Magano e o tema recaiu sobre dois dos seus filmes que vão estrear. Um, não retive o nome, o que é uma pena pois não me permitiu reservar os bilhetes com a devida de antecedência e certamente hoje, se o tentar fazer, as sessões estariam esgotadas até ao fim da sua exibição nos cinemas. O outro filme é uma curta-metragem e chama-se Luana (recordo-me bem deste pois é o nome de uma amiga da minha filha) e irá dar hoje na RTP 2 a partir da meia-noite. Como hoje mudou a hora e o programa foi ontem, não sei se seria à meia-noite de ontem, vinte e...

Burca on, burca off

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Confesso que me tenho sentido dividido no que respeita à Lei de proibição de Burcas e Hijab em espaços públicos. Se por um lado considero o pleno direito e o respeito pela liberdade religiosa e individual de cada um, e não, não vale argumentar que “no pais deles temos que respeitar as Leis e costumes deles” porque não podemos nivelar por baixo o conceito de tolerância e democracia, por outro lado considero que o uso de burca e hijab fere os direitos e liberdades das mulheres e é com estranheza que vejo partidos de esquerda que exigem paridade e representatividade em todas as áreas da Sociedade considerem que o direito à cultura se sobreponha aos direitos das mulheres que, desde crianças, são condicionadas a aceitar o seu papel secundário numa Sociedade extremamente machista Em Portugal existem Leis que se aplicam transversalmente a toda a Sociedade e em caso algum alguma raça, etnia, religião, classe, estatuto ou cultura se pode sobrepor a elas e reclamar isenção do seu cumprimento evo...