Mensagens

Prenda de aniversário

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  Passada que está uma semana (quase) sobre o meu aniversário, é chegada a hora de reflectir e fazer as contas sobre esta efeméride tão importante como a passagem do cometa Halley. Feitas então as contas recebi 2 (duas) prendas: Uma da minha cunhada, que, reconhecendo a minha personalidade afável, simpática e encantadora, me ofereceu uma flor, um cacto mais precisamente, cheínho de picos por todo o lado. A outra prenda, embora atrasada, foi de quem eu menos esperava, do MAI. Uma missiva trés charmant , repleta de fotografias do nosso ultimo encontro na Estrada Nacional 252 e onde me intimava a pagar uma multa no valor de 60 euros por seguir naquela via à estonteante velocidade de 67km/hora num local onde apenas se pode circular a 50km/hora sob pena de poder causar danos irreversíveis a uma qualquer agulha de pinheiro manso que tenha o azar de ir a atravessar a estrada quando eu fosse a acelerar como um doido por ali fora.  A paisagem do local em questão e que tantos cuidados m...

Tons de tons

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  A confirmar-se o que comummente se diz e que muito orgulha o ser feminino que está sempre a tentar-se encontrar qualquer pretexto para superiorizar ao sexo masculino, as mulheres têm uma maior capacidade para distinguir tonalidades de cor que o homem. Enquanto para o homem existe o cor-de-rosa, o vermelho, o azul e o verde (exepção feita àquela cor maravilhosa que todos os homens de extremo bom gosto conseguem distinguir perfeitamente e que é o vermelho Benfica), para as mulheres existe o rosa pálido, o rosa bebé, o rosa forte, o fushia, o vermelho tomate, o vermelho cereja, o vermelho sangue, o vermelho vermelho, o carmim, o grená, o azul bebé, o azul topázio, o azul céu, o azul escuro, o azul esverdeado, o verde azulado, o verde maçã, o verde pistácio, o verde relva, o verde folha, o verde pinheiro… Esta grande variedade de tonalidades que só as mulheres com a sua subtileza visual conseguem distinguir, leva a constantes conflitos com a sua cara metade na hora de pintar a casa, ...

O Sr Santana

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 Por vezes gosto de me considerar um guardador de memórias, até porque me faz acreditar que sirvo para alguma coisa.  Hoje, remexendo no meu velho baú de memórias, encontrei o Sr. Santana, cobrador reformado na empresa onde ainda vou fingindo que trabalho.  O caro Santana, homem de modos rudes, largo de compleição e nariz fibroso adorava a sua pinga, naturalmente quando digo pinga refiro-me a um barrilzinho de aguardente, sobre a qual ele dizia "Carlos, tenho de lhe trazer uma garrafinha de aguardente lá da terra. Com um bocadinho de açúcar amarelo lá dentro, ao fim dum mês parece uisc!" e depois contava a rir "quando vou com a família à terra, para cima vai tudo comigo no carro, à vinda para baixo vêem de comboio e eu trago o carro".  A cirrose levou-o há muitos anos e a garrafa de aguardente que me trouxe continua por abrir na minha garrafeira, mas tenho a certeza que se um dia a vier a abrir se saberá melhor que o melhor Oban.

Bucareste 30º à sombra

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 Uma das razões que gostava de viajar com o Mourato é que não havia conversas de ir ao pacote. Mas alto é pára o baile. É preciso não confundir conversas de ir ao pacote com conversas parvas em que, felizmente, eramos pródigos. Tanto podíamos andar quilómetros a discutir a diferença entre uma Spur Cola e uma Coca-Cola ou a inventar uma letra estúpida para uma canção com que presenteássemos o Jacinto quando chegássemos à Ericeira, como podíamos estar horas em silêncio sem trocar uma palavra. Nunca havia aquela urgência em dizer qualquer coisa só para fazer conversa. As palavras surgiam quando tinham de ser ditas e os silêncios prolongados nunca eram embaraçosos. Ao contrário daquelas pessoas que estão almoçar e depois de uns segundos de silêncio se sentem no dever de falar do calor ou do frio que fez ou que vai fazer, dizíamos que tínhamos a dizer e nunca nos sentimos obrigados a mais,  Isto veio-me a propósito da mania que apanharam na Antena 1 quando anunciam o tempo para hoj...

Passa-me aí o lápis negro

 No autocarro que circula todos os dias entre a Praça da Nuvem Fofa e o Alto do Não me Toques, do País dos Fofinhos, o motorista faz uma travagem brusca. Mais uma entre a mil e uma que já fez desde que saiu da Praça da Nuvem Fofa. Os passageiros rabujam e olham todos uns para os outros com ar de reprovação mas não dizem nada. À milésima terceira travagem, um passageiro que viajava de pé toca repentinamente  à campainha com o nariz e com a testa. Fiquei admirado. Como é que ele conseguira fazer aquilo? Daí para cá tentei muitas vezes imitá-lo mas nunca consegui, ora tocava com a testa ora tocava com o nariz, com os dois ao mesmo tempo nunca consegui. Apesar de tudo o passageiro não pareceu ficar feliz com a sua proeza e vai de cumprimentar o senhor motorista com um vigoroso “Ó meu grande f***o da p**a, meu c****o de merda (acho que posso dizer merda, não posso?) e se fosses guiar assim para o c*****o? Meu boi, p*******o, chulo merda. Tiraste a carta onde, meu c****o? Foi a p**a...

LGBT Coiso

 Daaassssseeee, esta coisa dos LGTB versão plus está-me a dar a volta ao miolo. Estou a ver um programq na TV em que um homem gostava de ser mulher e decidiu mudar de sexo. Entretanto conheceu uma mulher que gostava de ser homem e tinha mudado de sexo e apaixonou-se por ela. Assim o homem que passou a mulher e pelos vistos gostava de homens, começou uma relação amorosa com uma mulher que tinha passado a ser homem e como tal gostava de mulheres. Ou seja, o homem que gostava de homens casou com uma mulher e a mulher que gostava de mulheres casou com um homem. O que quer dizer que, no fundo, um homem casou com uma mulher mas ao contrário.  É assim ou perdi-me nalgum lado?

Sucesso sim...mas pouco

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 Certa vez, quando era gaiato, assisti a um filme na televisão, ainda a preto e branco, cujo argumento rodava em torno determinado jovem adulto que possuía uma qualidades físicas inigualáveis: conseguia correr mais rápido e mais longe do que ninguém, levantava e arremessava à distância pesos que excediam a força humana, saltava a alturas impossíveis ao comum dos mortais, etc. De tal forma que, um dia, alguém lhe descobriu estes dotes extraordinários e o arrancou às suas tarefas diárias e o convenceu a entrar nuns campeonatos de atletismo. Primeiro regionais, depois distritais e face à sua imbatibilidade, em campeonatos nacionais e por fim nos Jogos Olímpicos que venceu em todas as modalidades em que participou, ou seja, todas!  Escusado será dizer que, primeiro a sua aldeia, depois o seu país e, por fim, o mundo inteiro se vergou às extraordinárias capacidades daquele atleta. Na aldeia faziam-se festas a cada vitória e os mais soberbos faziam pirraça às aldeias vizinhas, os pr...