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Lisboa Viva

 Hoje foi dia daquela sempre grata tarefa de ir renovar o cartão da Lisboa Viva, ou o Cartão do Passe, como nós, que com ele convivemos há muitos anos, familiarmente o designamos. Isto porque o meu cartão de passe cuja vida útil se situa nos seis anos e qualquer coisa resolveu a meio da sua vida que não queria continuar a viajar mais de Metropolitano e apeou-se no fim de uma viagem e em plena Gare do Oriente formou uma fila de mais de 1 km atrás de mim enquanto eu esfregava o chip no sensor sem qualquer sucesso. Solicitado o apoio técnico a uma menina de óculos que estava no guichet, fui recebedor de uma série de conselhos sobre a correcta utilização do cartão entre as quais se incluía dobrar o cartão contra a máquina fazendo círculos no sentido dos ponteiros do relógio ou, mais estranho ainda, colocar o dedo indicador sobre o chip dobrando-o ligeiramente para trás antes de o deixar cair com um pequeno estalido sobre a máquina. Por estranho que pareça, estes truques que estavam gua...

Se uma imagem vale por mil palavras, esta fotografia vale por todas as palavras do mundo, incluindo Foda-se!

Imagem
 Sobre um monte de escombros, um pai mantém segura a mão da filha de 14 anos que horas ou minutos antes sucumbiu soterrada naquela amálgama de betão e ferros retorcidos provocados pela convulsão de uma Natureza tão pródiga quanto cruel. Aquele pai, sabendo que a sua filha já não é dele, não a deixa, recusa-se deixá-la, e, sozinho, faz guarda de honra àquele jovem corpo sem vida, segurando-lhe e segurando-se à sua mão. Sabe que depois de lhe soltar a mão jamais lhe poderá voltar a chamar-lhe “a sua menina”. Será apenas uma memória e uma dor no coração. Por isso recusa deixá-la e largar-lhe a mão. Como que a dizer “o pai está aqui. O pai está aqui.” Aquele pai, ali sentado, representa toda a dor e toda a solidão do mundo e eu, enquanto pai, sinto a dor e o vazio dele como nunca me fez sentir qualquer outra fotografia ou outro relato. Na realidade e agora que reparo melhor, esta fotografia não mostra um, mas dois corpos mortos, só que o corpo mais pequeno não se apercebe que a vida do...

À Pala da Pala do Papa

  Confesso que não percebo esta polémica toda em torno do palco que irá servir de altar ao Papa Francisco, que nos visitará neste Verão por altura das Jornadas da Juventude que este ano migrou para cá para ver as vistas e aspirar os salutares e rejuvenescedores aromas que emanam do rio Trancão. É muito caro? A esta pergunta respondo com a mesma resposta que dei quando a mesma questão se ergueu o Centro Cultural de Belém nas margens de outro rio na capital lisboeta. E a resposta é: Depende da perspetival! Pessoas tacanhas poderão dizer que sim, eu, por exemplo, digo que não acho caro, pois custe 6.000.0000 € ou 134.675.432,00 €, como foi o caso do CCB, e goste-se ou não, estão alí especados para nós vermos. É ali que está o nosso dinheiro. Podemos passar por ali e dizer para com os nossos botões " Epá, que bela casinha eu ali comprei". Já os dinheiros do PRR e dos subsídios a fundo perdido da UE e dos nossos impostos onde é que param? Ninguém os vê, ninguém os palpa, nin...

A raiz de todos os males

Felizmente a política não é só intrigas e guerras partidárias. Em alguns casos, menos que o desejável é certo, existe cooperação institucional entre as várias forças politicas para resolver os problemas que de uma forma geral afectam a sociedade e os munícipes. O exemplo vem de cima, lá de cima, mais propriamente da Câmara Municipal de Espinho, onde um ex-presidente do PS e um deputado do PSD uniram esforços para partilhar entre eles, sem qualquer questiúncula nem alarde para a comunicação social, 100 mil euros provenientes de luvas com que alguns construtores os aliciaram para edificar o que não podiam ou onde não podiam.... isto alegadamente, claro. O problema foi a Judiciária, esse bando de malfeitores, que escutou e gravou os telefonemas deste, digamos, acordo de cavalheiros, e sem qualquer respeito por esta parceria público-privada ,os mandou para a prisão até que um juiz ou um bom advogado os devolva à liberdade. Ao mesmo tempo, a propósito deste ou de outro caso semelhante, o pr...

Pena acessória

 Dei hoje conta pelas notícias que um juiz condenou uma fraldiqueira qualquer que, em 2018, com papo cheio de haxixe e vinho  a martelo, atropelou 5 peregrinos que se dirigiam a Fátima. Não contente com aqueles bolingue eclesiástico, ainda se deu ao trabalho de descer da viatura e arrastar para a berma da estrada um dos corpos que, em vez de ir morrer para a valeta como mandam as regras da boa educação (página 72 do Livro Etiqueta e Boas Maneiras de Ana São Gião), tinha tido o desplante de ficar atravessado na estrada atrapalhando-lhe o caminho de regresso ao lar. Foi apanhada! Foi apanhada e quatro anos depois, o senhor Dr. Juiz condenou-a a cinco anos e seis meses de prisão efectiva e, como pena acessória ficará inibida de conduzir por dois anos e meio. Aqui é que me perdi! Quer dizer que a rapariga ao fim de dois anos e meio já pode dar umas voltinhas de carro na prisão? 

Equidade Metropolitana

 Tomei conhecimento que a Carris Metropolitana da península de Setúbal tem a partir de hoje novas linhas e novos horários que adequam a oferta de serviços em relação à procura nos municípios de Alcochete, Montijo, Palmela e Setúbal. Soube assim que em Palmela entram em funcionamento 4 novas linhas:  4304 (Palmela Terminal – Penalva),  4308 (Palmela Terminal – Pinhal Novo Estação),  4313 (Cabanas – Penalva)  4321 (Pinhal Novo – Qta do Anjo); Em Setúbal passam a funcionar as linhas; 4401 (Cachofarra – Setúbal Hospital), 4405 (Livramento-Montebelo | Circular), 4427 (Setúbal Bela Vista – Setúbal Mercado), 4429 (Setúbal Centro Saúde – Setúbal Mercado), 4430 (Setúbal Hospital – Setúbal Montalvão), 4432 (Setúbal ITS – Vale de Choupo), 4435 (Biscainho – Faralhão); 4443 (Setúbal Politécnico – Praias do Sado). Já no Montijo, bem no Montijo a estroinice foi às mãos largas. A Carris Metropolitana disponibilizou um novo horário, um único novo horário, numa carreira merdosa q...

Um tostãozinho para o Santo António

 De acordo com a minha fonte de noticias previligiada (se não contarmos com a minha vizinha D. Clementina) , a Antena 1, o apoio de 125,00 € que o governo está a dar às famílias para as compensar de alguma forma dos efeitos da inflacção, está também a ser pago a milionários e portadores de Vistos Gold, isto porque o governo só considera os rendimentos do trabalho para determinar quem tem e quem não tem direito a esta ajuda. Desta forma ficam de fora da equação rendimentos de capital e de património. Quer isto dizer que alguém que tenha, por exemplo, um império de supermercados ou de Hotéis e a sua condição perante as finanças seja de sócio não remunerado, recebe na sua conta bancária os tais 125,00 €. Não é por aí que o país fica mais pobre, mas isto só vem demonstrar o hábito enraizado em Portugal de só taxar quem trabalha deixando passar por entre as malhas do fisco tudo o mais.  E já agora, quem detectou agora esta falha não a detectou uma semana antes? Ou esperou que está ...