Isabelinha

 

De vestido azul e sabrinas em prata, Isabelinha chora “Não sei se faço bem, se faço mal” e as lágrimas correm-lhe pela face morena.

Usa o cabelo escuro preso em rabo de cavalo e deve rondar os quarenta anos. Preso entre uma discução entre Briant e Dophinian, tinha-me perdido da conversa momentos antes quando ela contava à amiga que viaja ao seu lado algo sobre o ex companheiro e o seu descuidado actual com as crianças.

“Não sei se faço bem, se faço mal”, soluça.

Apeteceu-me levantar, abraçar a Isabelinha e dizer-lhe que não interessa se faz bem ou se faz mal, interessa sim, como a todos os pais e mães do mundo, que faça o melhor que sabe, só isso lhe compete. O resto? O tempo o dirá.

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