Autarquicas 2025

 


Este ano de 2025, no Montijo, o debate ou bandeira política para as eleições autárquicas recaiu básica e fundamentalmente sobre a higiene urbana. De um lado e de outro e de outro ainda, esgrimiam-se argumentos sobre de quem era a responsabilidade da recolha de lixo e monos na cidade e nas outras zonas que embora ainda sendo cidade são consideradas zonas rurais para as quais sobra pouca atenção do edil camarário. A conversa sobre lixo foi tema de eleição nos cartazes e nas páginas das redes sociais dos candidatos cheirava a dejectos.

Pensando bem até é natural, os ingleses tiveram a sua Guerra das Rosas, o Montijo teve a sua Guerra da Merda.
No entanto este tema fez-me prestar um pouco mais de atenção à minha volta e efectivamente, durante o período de campanha eleitoral, oficial e não oficial, sobrepunha-se aos tradicionais arranjos e cortes de erva de ultima hora, que sempre ocorrem em época de eleições, uma falta de higiene urbana absurda, como se centenas de javalis andassem a fuçar nos sacos do lixo que se passaram a amontoar ao lado dos Moloks por falta de recolha pelos serviços camarários. Degradação dos serviços, pensei eu, entre umas poucas dezenas de epítetos pouco abonatórios para aqueles serviços. No entanto, surpresa das surpresas, hoje, no dia seguinte às eleições, acreditei ter acordado na Fábrica de Chocolate do Willy Honka, mas sem aqueles horrorosos e mal vestidos Oompa-Loompas a quem eu desejo desde já um forte indigestão. Primeiro, vi passar uma carrinha ou uma camioneta, ou lá o que é aquilo da Amarsul a fazer recolha de lixo e os Molok tão limpos que se lhes levantassem a tampa podiam servir de pala para o Papa celebrar uma missa campal em vez de ir lá para os lados do rio Trancão.
Naturalmente que tudo não passou de uma coincidência de datas, mas lá no fundo não posso deixar de ouvir uma vozinha que me segreda em castelhano “yo no creo en brujas pero que las hay las hay”
Em resumo numa campanha onde só se falou em merda tinha que dar porcaria

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