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A mostrar mensagens de agosto, 2025

Igualdade de género... de sexo... já não sei

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 Foi com grande júbilo que recebi a notícia que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género,  COCIG, CCIG, COMICIG ou equivalente, tinha cumprido a sua função e tinha sensibilizado o Governo para sensibilizar a Porto Editora para retirar os livros que na perspectiva deles colocava as meninas ao nível das amebas. Fiquei feliz, primeiro lugar porque se confirma que a dita comissão, com mais ou menos dificuldade, conseguiu resolver os problemas apresentados nos referidos livros de actividades que se destinavam a crianças entre os 4 e os seis anos de idade, portanto muito mais adiantadas intectualmente do que eles. Em segundo lugar porque foi reposta  a imparcialidade das coisas. Onde já se viu um livro com capa cor de rosa para as meninas e azul para os rapazotes? Completamente despropositado e discriminatório, ora vejam lá se pegando neste nefasto exemplo, as mamãs e futuras mamãs começassem a vestir e a fazer os enxovais para os pequenotes de cor de rosa para as meni...

A Sueca

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Nunca percebi esta paixão que as pessoas têm por jogos de cartas, muito principalmente pelo jogo da suéca que junta de uma só vez quatro improdutivos à volta de uma mesa a deitar cartas umas por cima das outras. Até os simbolos com que assinalam as vitórias num pedaço de papel de mercearia me irritam. Bolinhas em cima de riscos dispostos em forma de espinha de peixe. E a gíria? Seca, assistir, renúncia, chita… ou aquela linguagem gestual de bater com o nó dos dedos no tampo da mesa…. Não é que nunca tenha participado neste ritual de moda predominantemente masculina, mas nunca gostei. Nem de suéca, nem de bisca, nem de king, nem de copas, nem de burro em pé, nada! Nem sequer os jogos de Casino me atraem.  Uma vez fui rebocado pelos meus amigos ao Casino de Vilamoura, ou lá onde era, e joguei duas moedas numa slot machine. Nem o coração se me buliu ao ver as melancias e os cifrões a andar à roda até se deterem numa moeda, num cifrão e num limão e zero moedas a sair. A parte mais inte...

O Vitor Coxo

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 Nos meus tempos de miúdo fazia parte do meu grupo de professores informais um rapaz, talvez uns 7 anos mais velho do que eu, a que nós carinhosamente e principalmente quando estávamos bem longe dele, chamávamos de Vitor Coxo por mor de uma bota ortopédica que calçava para de corrigir a diferença de mais ou menos dez centímetros de uma perna para a outra. Tinha sido a poliomielite, dizia-se. Vitor Coxo, utilizava com frequência aquele corrector ortopédico para nos ensinar as lições mais básicas da vida, como o respeito aos mais velhos, principalmente a ele, a visão periférica e a arte da esquiva.  Repetia ele com uma sabedoria chinesa quando alguém a mais de cinco metros de distância lhe faltava ao respeito, que não precisava de correr atrás dele. E era verdade, Vitor Coxo não esquecia. Nos primeiros dias, bem ciente do perigo que corria, o prevaricador não se aproximava à distância de uma pedrada, depois, à medida que os dias se sobrepunham a outros dias, lá ia ganhando corag...

Germil

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  O rapazola, que em França deve ser pasteleiro, em Portugal, para o casamento na merdaleja é um rei, veste calça justa que lhe desce até à uma mão travessa acima dos artelhos, camisa branca apertada na cintura,  laçarote vermelho e sapatos castanhos pontiagudos que lhe transformam o 41 que calça num 48 que o anunciam 2 minutos antes do seu corpo magro entrar no café. Do cabelo cortado curto dos lados à futebolista de província , descem-lhe duas patilhas afiadas em bico até meio da orelha.  Num pulso badala-lhe uma pulseira grossa em prata, no outro um relógio do tamanho do Big Ben. Conduz, à vez, dois carros em alta velocidade pelas ruas empedradas e apertadas da aldeia, um Fiat 500 e um Opel Vectra, ambos novos, a brilhar quase tanto como os brilhantes nas unhas da consorte ou da irmã, não se percebe bem, que está a menos 1 metro dele com um vestido vermelho, justo e que lhe dá quase aos pés onde umas sandálias pretas, de salto grosso  seguras por uma tira em volta...

Ó tágide minha

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 Uma garota dos seus vinte cinco ou vinte seis anos, alta e coroada por um boné de pala castanho, que deixava cair os seus cabelos negros penteados em rabo de cavalo pela abertura traseira, viajava no Metro alheia ao que se passava à sua volta cantarolando silenciosamente o que os headphones over hear, pretos, lhe sussurravam aos ouvidos.  A camisa de alças cinzenta e justa ao corpo mostrava um corpo fino de cintura de vespa. Um palmo abaixo desta cintura de vespa, umas calças do que me parecia um veludo castanho ajustavam-se-lhe às pernas até à altura do joelho e dai para baixo alargavam até aos ténis também eles cinzentos. Tudo isto para dizer que lhe olhei para o rabo. É verdade, olhei-lhe para o rabo! E que rabo, meu Deus. Sim, eu sei que não se deve evocar o nome de Deus em vão mas, neste caso, até ele deve estar orgulhoso da sua obra e certamente ficará muito satisfeito por eu lhe dar aqui os devidos créditos pela criação que certamente só a ele terá cabido.  Há mui...