Sir Arthur Conan Doyle
Derivado ao briolo que se faz semtir lá fora que nos convida para uma noite repousante à lareira e à falta de um filme de pancadaria na televisão, dei por mim a pensar que livros remetem para uma noite passada à frente do fogo?
Dois autores vieram-me de imediato à mente, Jules Verne e Sir Arthur Conan Doyle. Como o primeiro demora sempre um pouco até ocorrer uma tempestade que nos faça apreciar o calor que estamos a gozar, optei por Doyle e o seu inigualável Sherlock Holmes que em duas oadinas. Se não menos, nos coloca nas ruas húmidas e nevoentas de uma Londres vitoriana de caleches e tipoias que nos obrigam a viajar enrolados em mantas de viagem e a tomar grogues quentes.
Como os pensamentos e conversas são como as cerejas, vermelhos e com caroço, veio-me à memória uma história absolutamente verídica que se passou com o autor numa das suas deslocações a este cantinho à beira mar plantado e da qual muito gosto. Em primeiro lugar porque nunca aconteceu e em segundo lugar porque não tenho mais nada que fazer.
Segundo reza a história, Doyle terá visitado Portugal algures entre a data que nasceu e a data que se fez defunto e, depois de uma luta refeição no Lawrence em Sintra, ter-se-á dirigido ao Hospital para ver se lhe davam um Gurosan.
À chegada identificou-se como sendo A. Conan Doyle, disse a idade e o que sentia e foi direccionado para a sala de espera.
Ao fim de seis horas Doyle pensou que seria atendido mais rapidamente se tomasse uma diligência para Calais e dali o Ferryboat para Dover e depois novamente uma diligência para Londres e se assim o pensou, melhor o fez e, sem dar cavaco a ninguém, pegou no bigode e pisgou-se.
Mais tarde, quando a enfermeira o veio chamar, só estava uma cigana desgrenhada na sala de espera. Olhando para todos os lados e não vendo mais ninguém a enfermeira duvidosa pergunta à cigana:
- A. Conan Doyle?
- Ai não, senhora enfermeiraaa. - responde a cigana - É uma pernaaa!

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