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A mostrar mensagens de outubro, 2025

Sim, Sim, Sim,

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  Estive ontem a ouvir em segundo plano na Antena 1 enquanto esfregava o tabuleiro do forno um programa muito interessante que se chana Cinema. Como é na rádio, não sei se se chama Cinemax ou Cine Max, no entanto e como foneticamente é igual para o caso tanto faz. Segundo depreendi, o objectivo deste programa é afastar definitivamente os ouvintes das salas de cinema tal é a maçada de ouvir aquela conversa. Ontem o convidado foi o realizador Pedro Magano e o tema recaiu sobre dois dos seus filmes que vão estrear. Um, não retive o nome, o que é uma pena pois não me permitiu reservar os bilhetes com a devida de antecedência e certamente hoje, se o tentar fazer, as sessões estariam esgotadas até ao fim da sua exibição nos cinemas. O outro filme é uma curta-metragem e chama-se Luana (recordo-me bem deste pois é o nome de uma amiga da minha filha) e irá dar hoje na RTP 2 a partir da meia-noite. Como hoje mudou a hora e o programa foi ontem, não sei se seria à meia-noite de ontem, vinte e...

Burca on, burca off

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Confesso que me tenho sentido dividido no que respeita à Lei de proibição de Burcas e Hijab em espaços públicos. Se por um lado considero o pleno direito e o respeito pela liberdade religiosa e individual de cada um, e não, não vale argumentar que “no pais deles temos que respeitar as Leis e costumes deles” porque não podemos nivelar por baixo o conceito de tolerância e democracia, por outro lado considero que o uso de burca e hijab fere os direitos e liberdades das mulheres e é com estranheza que vejo partidos de esquerda que exigem paridade e representatividade em todas as áreas da Sociedade considerem que o direito à cultura se sobreponha aos direitos das mulheres que, desde crianças, são condicionadas a aceitar o seu papel secundário numa Sociedade extremamente machista Em Portugal existem Leis que se aplicam transversalmente a toda a Sociedade e em caso algum alguma raça, etnia, religião, classe, estatuto ou cultura se pode sobrepor a elas e reclamar isenção do seu cumprimento evo...

Autarquicas 2025

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  Este ano de 2025, no Montijo, o debate ou bandeira política para as eleições autárquicas recaiu básica e fundamentalmente sobre a higiene urbana. De um lado e de outro e de outro ainda, esgrimiam-se argumentos sobre de quem era a responsabilidade da recolha de lixo e monos na cidade e nas outras zonas que embora ainda sendo cidade são consideradas zonas rurais para as quais sobra pouca atenção do edil camarário. A conversa sobre lixo foi tema de eleição nos cartazes e nas páginas das redes sociais dos candidatos cheirava a dejectos. Pensando bem até é natural, os ingleses tiveram a sua Guerra das Rosas, o Montijo teve a sua Guerra da Merda. No entanto este tema fez-me prestar um pouco mais de atenção à minha volta e efectivamente, durante o período de campanha eleitoral, oficial e não oficial, sobrepunha-se aos tradicionais arranjos e cortes de erva de ultima hora, que sempre ocorrem em época de eleições, uma falta de higiene urbana absurda, como se centenas de javalis andassem a...

O abimbalhismo da educação

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  De acordo com um estudo publicado pelo Ministério da Educação, o ano em que se registam mais retenções é o 2.º ano do Ensino Básico pelo simples facto de os meninos não saberem ler.  Se juntarmos a este resultado o facto de que para o Ministério da Educação saber lêr, que tem como  consequência a implicação directa de transição automática para o ano seguinte, significa que o instruendo sabe juntar as duas sílabas da palavrá “pópó”, as conclusões são assustadoras.  Pois é, os bambinos são sabem, nem querem, aprender a ler. Não compreendem a necessidade que os adultos sentem de sujar as folhas de papel com aquelas garatujas esquisitas e que dão muito trabalho a decifrar. Adivinha-se agora a criação de grupos de trabalho, formado por professores, psicólogos infantis, uns quanto doutorados em sociologia e um especialista em coçar tomates, para dar outro rumo à situação. Provavelmente chegarão à conclusão que “pópó” será uma palavra muito complexa para servir de bitola ...

Guilty as charged

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  Dando fé a alguns comentários que fui lendo pelo Facebook ao longo destes anos, dei conta que, por proposta de alguns comentadores que ali aparecem e de que me escuso de dizer o sexo, o Código Penal deverá muito brevemente sofrer alterações. A saber: Marido bate na esposa – Culpado, prisão perpétua Esposa bate no Marido – Inocente, coitada lá teria as suas razões. Homem viola mulher – Culpado, prisão perpétua e flagelado todos os dias na prisão Mulher viola homem – Ah,ah,ah Homem mata mulher – Culpado, prisão perpétua e mais uns dias por precaução Mulher mata homem – Inocente, pobre senhora se calhar foi de tantos maus-tratos que sofreu Homem mata o filho – Culpado, prisão perpétua por matar um ser fruto do seu sangue Mulher mata o filho – Inocente e ajuda psiquiatra porque para uma mãe fazer isso a um filho é porque está doente. É onde é que estava o pai?  Empresa dá preferência à contratação de Homem – Culpado, machismo, exige-se indemnização por danos psicológicos e uma r...