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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

O Açordas

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  Por vezes gosto de pensar em mim Como um fiel depositário de recordações, Pedaços de vida que alguém deixou a congelar Na criogenia da minha memória. Hoje, sem saber porquê, recordei o Açordas Demorei algum tempo até conseguir recordar o seu nome verdadeiro. Alberto, chamava-se Alberto! Mas para nós era, desde sempre. o Açordas. Puto beirão, rijo e de cara sardenta o seu destino seria traçado logo de criança pequena. Sem posses para sustentar mais um filho, os pais, lá de uma pequena aldeia da Beira Interior, o entregam à criação de uns tios de Lisboa.  Nunca o vimos lamentar-se de nada. Um homem é como tem de ser! Puto rijo cerrava os dentes e metia sempre o pé à bola. Porque um homem tem de ser rijo e não pode virar as costas a nada. Um homem não chora. Resistia a tudo o Açordas. Resistia a tudo, menos à corrente de um rio da sua terra que um dia, tendo-o de visita,  o arrastou nas suas águas para um lugar onde as pessoas já não precisam de dar o corpo às bolas chutad...

Eleições Presidenciais 2015, uma análise ao perfil dos candidatos (quando ainda me dava ao trabalho)

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  Como toda a gente já deve ter reparado sempre me pautei por ser uma pessoa muito conscienciosa dos meus deveres cívicos, nomeadamente e muito particularmente no que concerne à vida política deste país pelo que já me encontro em plena análise das personalidades sobre quem o meu voto presidencial irá recair no próximo dia 14 e Janeiro Nesta profunda análise tento esquecer o partido que suporta a candidatura e o ruído supérfluo que se gera em volta de cada candidato para só me debruçar sobre o âmago da questão, o que realmente interessa.  Sem qualquer ordem específica, a não ser ter dado prioridade as senhoras como o deve fazer um cavalheiro, debrucei-me primeiro sobre a Maria de Belém. Ora bem, a Maria de Belém... não serve!  E não serve porquê, poderão perguntar. Não serve porque se chama Maria de Belém e ter uma Maria de Belém em Belém não soa bem! Causa confusão nas conversas de autocarro. -  É pá já viste aquela gaja que agora está em Belém?  - Quem?  -...